Jogos de conduta no internato: o que treinam

Num ensaio controlado com 91 participantes de um curso de manejo de incidentes com múltiplas vítimas, quem treinou a triagem com um jogo sério classificou as vítimas com mais acerto numa simulação ao vivo do que quem treinou com um exercício de cartões (Knight et al., 2010). O tempo para triar todas as vítimas foi parecido nos dois grupos (Knight et al., 2010). Resultados como esse chamam atenção para jogos que pedem uma decisão de conduta, e não só um diagnóstico, mas os estudos variam muito de formato para formato.
O NEXO é um jogo diário de diagnóstico médico: um caso clínico por dia, seis pistas progressivas e feedback por proximidade na CID-10 em cinco níveis.
Este texto trata dos jogos e simulações de conduta como apoio ao internato: escape room, jogos sérios de manejo, simuladores de decisão com casos abertos e jogos de triagem e priorização. Para cada formato, mostra o que a evidência diz e como usar com pouco tempo. Os tipos de jogo de raciocínio diagnóstico têm um texto próprio sobre jogos de raciocínio clínico, e o momento de pedir um exame ou escolher uma conduta está no texto sobre tomada de decisão clínica.
Principais pontos
- Jogos de conduta pedem que você decida o que fazer: tratar, pedir, priorizar ou encaminhar, com retorno sobre a escolha.
- Numa revisão de jogos para ensinar raciocínio clínico, a reflexão foi a etapa menos presente (Koelewijn et al., 2024).
- Escape rooms educativos aumentaram o conhecimento em meta-análises, e a maioria foi usada para revisar conteúdo (Kakos et al., 2025).
- Jogos sérios de manejo mostram resultados mistos: melhor desempenho em cenário simulado em alguns ensaios, sem diferença em provas em outros (Perron et al., 2025; Aster et al., 2022).
- Mais realismo nem sempre ajuda: num estudo com estudantes, o jogo mais fiel engajou mais sem melhorar as habilidades (Dankbaar et al., 2016).
- Com pouco tempo, os jogos de conduta funcionam melhor como preparo e revisão, ao lado do estágio.
Sumário
- O que são jogos de conduta
- Escape room: revisar em equipe
- Jogos sérios de manejo
- Simuladores de decisão e o peso do realismo
- Triagem e priorização
- Como usar com pouco tempo no internato
- Onde o NEXO entra
- Perguntas frequentes
- Checklist para usar jogos de conduta
O que são jogos de conduta
Jogo de conduta é qualquer jogo ou simulação em que a tarefa principal é decidir o que fazer com o paciente: escolher um tratamento, pedir um exame, priorizar quem atender primeiro ou definir o encaminhamento. O caso responde à escolha, e o retorno mostra o que aconteceu e por quê.
Os formatos mais estudados
Uma revisão de escopo encontrou 19 jogos diferentes criados para apoiar o ensino de raciocínio clínico nas profissões da saúde, a maioria nos gêneros simulação e escape room (Koelewijn et al., 2024). Neste texto, eles aparecem em quatro grupos:
| Formato | O que o jogador faz | Onde aparece nos estudos |
|---|---|---|
| Escape room | Resolve desafios em equipe, contra o tempo, para "sair" da sala | Revisão de conteúdo na graduação (Kakos et al., 2025) |
| Jogo sério de manejo | Atende pacientes num hospital ou pronto-socorro virtual | Pediatria e infectologia na graduação (Perron et al., 2025; Aster et al., 2022) |
| Simulador de decisão com casos abertos | Conduz casos de emergência, escolhendo avaliação e tratamento | Estudantes e residentes antes de um treino prático (Dankbaar et al., 2016; Dankbaar et al., 2017) |
| Jogo de triagem | Classifica vítimas ou pacientes por prioridade | Incidentes com múltiplas vítimas (Knight et al., 2010; Mills et al., 2020) |
As etapas que os jogos cobrem
A revisão de Koelewijn e colegas comparou os jogos com um ciclo de raciocínio clínico em oito etapas (Koelewijn et al., 2024). A maioria incluía considerar o paciente, coletar dados, intervir e avaliar o resultado (Koelewijn et al., 2024). Definir metas e refletir foram as etapas menos integradas, e os autores recomendam usar os jogos com um modelo de raciocínio que tenha passos explícitos de reflexão (Koelewijn et al., 2024).
Como leitura editorial, isso sugere que boa parte dos jogos de conduta treina o "fazer", e a reflexão sobre o que se fez fica por conta do jogador ou do professor. A seção sobre debriefing no texto sobre simulação mostra como conduzir essa conversa.
Escape room: revisar em equipe
No escape room educativo, uma equipe resolve uma sequência de desafios ligados a um tema, com tempo limitado, até "abrir a porta". Na saúde, os desafios costumam ser casos, perguntas ou tarefas práticas.
O que as meta-análises mostram
Uma meta-análise de escape rooms educativos nas ciências da saúde incluiu 11 estudos com desenho antes e depois e 5 estudos com grupo controle (Kakos et al., 2025). Nos estudos com grupo controle, os 508 participantes do escape room tiveram desempenho maior que os 555 do controle, com diferença média padronizada de 0,616 (Kakos et al., 2025). A maioria dos escape rooms foi usada para revisar conteúdo já ensinado (Kakos et al., 2025).
Outra meta-análise, com estudos em inglês e em chinês sobre educação médica, encontrou efeito positivo do escape room sobre o conhecimento em comparação com o ensino tradicional, com diferença média padronizada de 0,84 (He et al., 2024). A mesma revisão também avaliou trabalho em equipe, satisfação e ansiedade (He et al., 2024).
O que o escape room treina
Kakos e colegas descrevem o escape room como uma forma de exercitar trabalho em equipe, comunicação, atenção aos detalhes e aplicação do conhecimento sob pressão de tempo (Kakos et al., 2025). As meta-análises medem, sobretudo, conhecimento. Por isso, o lugar mais seguro para o escape room no internato é a revisão em grupo de um tema, por exemplo antes de uma prova ou no fim de um estágio.

Jogos sérios de manejo
Jogos sérios de manejo colocam o estudante num hospital ou pronto-socorro virtual, onde ele atende pacientes, pede exames e escolhe tratamentos. São os formatos mais próximos da rotina do internato, e os resultados variam conforme o que se mede.
Um ensaio em pediatria
Num ensaio randomizado com estudantes de Medicina do fim do curso na Austrália, 154 participantes foram sorteados para um de três recursos durante 8 semanas: um jogo de interpretação de papéis num hospital virtual, um tutorial interativo na internet ou diretrizes em papel (Perron et al., 2025). O conteúdo era a avaliação e o manejo de asma aguda e de crise convulsiva em crianças (Perron et al., 2025).
No cenário clínico simulado, o grupo do jogo fez 20,8 de 30 pontos, contra 18,7 do grupo das diretrizes em papel, um efeito moderado (Perron et al., 2025). Contra o tutorial interativo, a diferença não foi significativa, e nas questões de múltipla escolha os grupos ficaram iguais (Perron et al., 2025).
Um ensaio em infectologia
Na Alemanha, 100 estudantes do quinto ano foram sorteados para três níveis de exposição a pacientes virtuais com endocardite infecciosa ou pneumonia comunitária num jogo que simulava um pronto-socorro (Aster et al., 2022). Mais exposição ao jogo não levou a notas maiores no OSCE (Aster et al., 2022). O desempenho registrado no jogo, porém, teve correlação moderada com o desempenho no OSCE, de 0,477 (Aster et al., 2022).
Os autores apontam como vantagens do formato o conteúdo padronizado, a menor inibição para aprender e a menor necessidade de tempo de professores, em comparação com o ensino em pequenos grupos (Aster et al., 2022).
Um ensaio antes da simulação de parada cardíaca
Na França, 82 estudantes do segundo ano se prepararam para um treino de parada cardíaca em simulação com um jogo sério em ambiente 3D ou com um curso on-line em slides (Drummond et al., 2017). O tempo de treino necessário para atingir a nota mínima no cenário foi parecido: mediana de 20,5 minutos no grupo do jogo e de 23 minutos no grupo do curso (Drummond et al., 2017). Os autores concluem que o jogo não foi superior ao curso on-line como preparo (Drummond et al., 2017).
O que os três ensaios têm em comum
| Estudo | Comparação | Resultado principal |
|---|---|---|
| Pediatria, fim do curso | Jogo contra diretriz em papel e contra tutorial interativo (Perron et al., 2025) | Melhor no cenário simulado que a diretriz em papel; igual ao tutorial (Perron et al., 2025) |
| Infectologia, quinto ano | Mais ou menos exposição ao mesmo jogo (Aster et al., 2022) | Notas iguais no OSCE; desempenho no jogo correlacionado ao OSCE (Aster et al., 2022) |
| Parada cardíaca, segundo ano | Jogo contra curso on-line (Drummond et al., 2017) | Tempo parecido até a nota mínima (Drummond et al., 2017) |
A leitura conjunta, como interpretação editorial, é que o jogo de manejo tende a ganhar de materiais passivos e a empatar com outros recursos interativos. O que parece pesar é estudar de forma ativa, com retorno, mais do que o formato de jogo em si.
Simuladores de decisão e o peso do realismo
Simuladores de decisão apresentam casos abertos, em que o estudante conduz a avaliação e o tratamento passo a passo. Uma pergunta importante é quanto realismo eles precisam ter.
Mais realismo, mais engajamento, mesma habilidade
Num estudo randomizado com 61 estudantes, Dankbaar e colegas compararam três grupos: um módulo on-line, o módulo com casos de pacientes em texto e o módulo com um jogo de simulação de alta fidelidade com os mesmos casos (Dankbaar et al., 2016). Depois de 4 semanas, avaliadores cegos mediram as habilidades cognitivas de emergência em dois cenários com manequim, e os grupos não diferiram (Dankbaar et al., 2016).
O grupo do jogo se sentiu mais engajado, e os grupos com casos estudaram 2 horas a mais que o grupo do módulo (Dankbaar et al., 2016). Os autores sugerem que o jogo de alta fidelidade, embora envolvente, provavelmente distraiu os estudantes, e recomendam ajustar a complexidade e o realismo do caso ao nível de quem aprende (Dankbaar et al., 2016).
Com residentes, a vantagem foi temporária
O mesmo grupo testou um jogo sério como preparo de residentes para um treino de emergência (Dankbaar et al., 2017). Antes do treino presencial, quem jogou estudou 2,5 horas a mais e teve notas maiores nas escalas de competência clínica (Dankbaar et al., 2017). Depois de 2 semanas de treino, a diferença entre os grupos desapareceu (Dankbaar et al., 2017).
O que isso diz para o internato
Como leitura editorial, esses resultados combinam mais com o simulador de decisão como preparo para um treino prático do que como o treino inteiro. Para quem está no internato, o uso que mais combina com eles é jogar antes de um estágio ou de uma simulação presencial, para chegar com o roteiro de avaliação na cabeça. O treino com gente, paciente simulado e debriefing está no texto sobre simulação de atendimento.

Triagem e priorização
Jogos de triagem pedem que o jogador classifique pacientes ou vítimas por gravidade e decida quem atender primeiro. É um tipo de conduta em que o tempo e a ordem das decisões pesam tanto quanto o acerto de cada uma.
Jogo contra cartões
No ensaio de Knight e colegas, 44 participantes treinaram com um exercício de cartões e 47 com um jogo sério, e depois cada um triou vítimas numa simulação ao vivo (Knight et al., 2010). O grupo do jogo acertou mais a classificação, e mais participantes desse grupo seguiram o procedimento correto em todas as vítimas (Knight et al., 2010).
Realidade virtual contra simulação ao vivo
Num estudo com 29 estudantes de paramedicina, cada participante fez uma simulação de incidente com múltiplas vítimas ao vivo e uma em realidade virtual, em ordem sorteada (Mills et al., 2020). O número de classificações corretas foi igual nos dois formatos, e a classificação foi mais rápida na realidade virtual (Mills et al., 2020). Os autores listam, entre os recursos da simulação ao vivo, atores, maquiagem, veículo cenográfico e tempo de equipe (Mills et al., 2020).
Triagem no hospital
Há também ensaios com jogos sérios de triagem de trauma para médicos de emergência, com desfecho medido nos atendimentos; eles estão descritos no texto sobre jogos de raciocínio clínico. No internato, a priorização do dia a dia, como pesar gravidade e probabilidade ao decidir quem ver primeiro, está no texto sobre raciocínio clínico no internato.
Como usar com pouco tempo no internato
O tempo livre no internato é curto, e os jogos de conduta precisam caber nele. A rotina geral de estudo está no texto sobre como estudar no internato; aqui ficam sugestões específicas para os jogos de conduta.
Cada formato no seu momento
| Formato | Melhor momento (sugestão do Editorial) | Por quê |
|---|---|---|
| Escape room | Revisão em grupo no fim de um estágio | A maioria foi usada para revisar conteúdo (Kakos et al., 2025) |
| Jogo sério de manejo | Antes de assumir pacientes de um tema novo | Ganhou de material passivo em cenário simulado (Perron et al., 2025) |
| Simulador de decisão | Na semana anterior a um treino prático ou simulação | A vantagem apareceu como preparo (Dankbaar et al., 2017) |
| Jogo de triagem | Antes de um estágio de urgência e emergência | Melhorou a classificação em simulação ao vivo (Knight et al., 2010) |
Depois do jogo, a reflexão
Como a reflexão é a etapa menos presente nos jogos de raciocínio clínico (Koelewijn et al., 2024), vale acrescentá-la por conta própria. Como sugestão prática, depois de cada partida responda por escrito:
- Qual foi a decisão principal e o que me levou a ela?
- O que o retorno mostrou que eu não tinha considerado?
- Onde isso aparece no estágio: que paciente ou situação lembra este caso?
- De onde vem a conduta certa: qual diretriz ou protocolo do serviço sustenta a resposta?
Uma semana com pouco tempo
Como sugestão prática, uma semana de internato com jogos de conduta pode ser assim:
- Nos intervalos do plantão: um caso curto de hipótese, com a pergunta "e agora, o que eu faria?" anotada ao fim.
- Uma vez na semana: um caso de jogo de manejo ou de simulador ligado ao estágio atual, seguido das quatro perguntas de reflexão.
- No fim do estágio: um escape room ou uma revisão em grupo do tema, se a faculdade ou a liga oferecer.
- Sempre: levar a conduta escolhida ao preceptor, como no modelo de apresentação descrito no texto sobre raciocínio clínico no internato.
O jogo e o paciente do dia
Os estudos citados medem desempenho em provas e em simulações. Como orientação editorial, a conduta se decide no atendimento supervisionado, e o jogo ajuda quando prepara para ele e quando o que se aprendeu volta à discussão com o preceptor. A rotina de ligar jogos a livro, Anki e questões está no texto sobre como encaixar jogos na rotina.
Onde o NEXO entra
Os jogos de conduta treinam o que fazer depois da hipótese. O NEXO treina a hipótese, a etapa que vem antes: cada caso chega em até seis pistas, uma de cada vez, e cada palpite mostra a proximidade na CID-10.
Hipótese no Diário, tempo no Adrenalina
O Diário traz um caso por dia, o mesmo para todo mundo. O Adrenalina é um caso contra o relógio: antes de jogar, você escolhe a dose, e quanto mais alta, menos tempo. Há um caso de Adrenalina por dia, um treino de raciocínio sob pressão de tempo. O Arquivo reúne os casos diários anteriores, e o Multimídia traz casos com imagem, áudio e outros exames.
Da hipótese à pergunta de conduta
A escolha de exames e condutas se treina nos formatos descritos acima, no estágio e na simulação. Como sugestão prática, depois de acertar o caso do Diário ou do Adrenalina, escreva em uma linha qual seria a primeira conduta e confira na diretriz, usando as perguntas do texto sobre tomada de decisão clínica. A sequência, o ranking e as conquistas acompanham a constância, e o botão do Anki leva a um card o que faltou, como descrito no guia de repetição espaçada.
Para pesquisar, levar à turma e criar
Se você pesquisa jogos e aprendizagem e quer propor estudos com o NEXO, conheça o NEXO Researcher. Para levar o NEXO à faculdade, à liga ou à residência, há o NEXO Closer. Médicos que revisam os casos da sua especialidade participam pelo NEXO Curator, e quem cria conteúdo de saúde nas redes pode participar pelo NEXO Creators.
Perguntas frequentes
O que são jogos de conduta na Medicina?
São jogos ou simulações em que a tarefa principal é decidir o que fazer com o paciente: tratar, pedir exames, priorizar ou encaminhar, com retorno sobre a escolha. Os formatos mais estudados incluem simulações e escape rooms (Koelewijn et al., 2024).
Escape room funciona para estudar Medicina?
Nas meta-análises, escape rooms educativos aumentaram o conhecimento em comparação com grupos controle (Kakos et al., 2025; He et al., 2024). A maioria foi usada para revisar conteúdo, o que faz dele um bom formato para o fim de um estágio.
Jogos sérios melhoram a conduta clínica?
Os resultados são mistos. Num ensaio em pediatria, o jogo superou a diretriz em papel num cenário simulado e empatou com um tutorial interativo (Perron et al., 2025). Num ensaio em infectologia, mais exposição ao jogo não melhorou a nota no OSCE (Aster et al., 2022).
Quanto mais realista o simulador, melhor?
Depende do nível de quem aprende. Num estudo com estudantes, o jogo de alta fidelidade engajou mais sem melhorar as habilidades, e os autores sugerem ajustar o realismo ao nível do estudante (Dankbaar et al., 2016).
Jogos de triagem ajudam?
Num ensaio controlado, quem treinou com um jogo sério de triagem acertou mais a classificação de vítimas numa simulação ao vivo do que quem treinou com cartões (Knight et al., 2010). Em estudantes de paramedicina, a simulação em realidade virtual teve acerto igual ao da simulação ao vivo (Mills et al., 2020).
Como usar jogos de conduta com pouco tempo no internato?
Use cada formato no seu momento: o simulador antes de um treino prático, o jogo de manejo antes de um tema novo, o de triagem antes da urgência e o escape room para revisar no fim do estágio. Depois de cada partida, reserve alguns minutos para a reflexão por escrito.
O jogo de conduta substitui o estágio?
O estágio continua sendo onde a conduta se decide, com supervisão. Nos estudos com residentes, a vantagem de quem jogou antes do treino desapareceu depois de 2 semanas de treino prático (Dankbaar et al., 2017). Esse resultado combina com usar o jogo como preparo.
Como o NEXO ajuda no internato?
O NEXO treina a hipótese, com casos em até seis pistas e proximidade na CID-10, no Diário e contra o relógio no Adrenalina. A conduta se treina no estágio, nos jogos de manejo e na simulação, e uma linha com a primeira conduta depois de cada caso liga as duas etapas.
Checklist para usar jogos de conduta
- Sei qual decisão o jogo pede: tratar, pedir, priorizar ou encaminhar?
- O jogo dá retorno explicando a conduta certa e o erro?
- O tema combina com o estágio atual ou o próximo?
- O realismo combina com o meu nível, sem distrair do conteúdo?
- Usei o jogo como preparo antes de um treino prático ou de um tema novo?
- Reservei tempo para refletir depois da partida?
- Conferi a conduta na diretriz ou no protocolo do serviço?
- Levei a dúvida ao preceptor no dia seguinte?
- Revisei em grupo no fim do estágio, se houve escape room ou discussão?
- Registrei o que mudou na minha forma de decidir?
Referências
- Koelewijn G, Hennus MP, Kort HSM, Frenkel J, van Houwelingen T. Games to support teaching clinical reasoning in health professions education: a scoping review. Med Educ Online. 2024. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38394053/
- Kakos NJ, Lufler RS, Cyr B, et al. Unlocking knowledge: a meta-analysis assessing the efficacy of educational escape rooms in health sciences education. Adv Health Sci Educ Theory Pract. 2025. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39266886/
- He Y, Chen X, Ma H, Zhao R, Zhou H, Yang Y. Effectiveness of escape room in medical education: a systematic review and meta-analysis. Games Health J. 2024. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39093839/
- Knight JF, Carley S, Tregunna B, et al. Serious gaming technology in major incident triage training: a pragmatic controlled trial. Resuscitation. 2010. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20732609/
- Mills B, Dykstra P, Hansen S, et al. Virtual reality triage training can provide comparable simulation efficacy for paramedicine students compared to live simulation-based scenarios. Prehosp Emerg Care. 2020. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31580178/
- Dankbaar ME, Alsma J, Jansen EE, et al. An experimental study on the effects of a simulation game on students' clinical cognitive skills and motivation. Adv Health Sci Educ Theory Pract. 2016. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433730/
- Dankbaar ME, Roozeboom MB, Oprins EA, et al. Preparing residents effectively in emergency skills training with a serious game. Simul Healthc. 2017. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27764018/
- Perron JE, Uther P, Coffey MJ, et al. Are serious games seriously good at preparing students for clinical practice?: a randomized controlled trial. Med Teach. 2025. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38460191/
- Aster A, Scheithauer S, Middeke AC, et al. Use of a serious game to teach infectious disease management in medical school: effectiveness and transfer to a clinical examination. Front Med (Lausanne). 2022. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35547200/
- Drummond D, et al. Serious game versus online course for pretraining medical students before a simulation-based mastery learning course on cardiopulmonary resuscitation: a randomised controlled study. Eur J Anaesthesiol. 2017. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28731928/