O que é o NEXO e como funciona o jogo de diagnóstico

Estetoscópio sobre fundo branco

Um caso clínico por dia, o mesmo para todo mundo, até seis pistas e uma resposta que mostra o quanto você chegou perto na CID-10. Quem joga Wordle entende a regra em um minuto; o que muda é o que fica depois. Você abre o caso no ônibus, lê uma queixa de dor torácica, pensa em infarto, pensa em embolia, segura a resposta mais uma pista e só então escreve o diagnóstico. A cor que volta diz se você acertou, se passou perto ou se estava pensando em outro capítulo da medicina.

O NEXO é um jogo diário de diagnóstico médico: um caso clínico por dia, seis pistas progressivas e feedback por proximidade na CID-10 em cinco níveis.

Este texto explica o que é o NEXO, como funciona uma partida, quais modos existem hoje e como começar no navegador ou no iPhone. Em cada parte em que o jogo encosta num princípio de aprendizagem, como testar a memória, receber feedback ou misturar tipos de caso, o texto mostra o que os estudos sobre esse princípio encontraram, com link para a fonte. Os resultados citados são dos estudos sobre os métodos, nas populações em que eles foram medidos.

Principais pontos

  • No NEXO, você treina diagnóstico: lê até seis pistas, uma de cada vez, dá um palpite pela CID-10 e recebe a proximidade do seu palpite em cinco níveis, do capítulo diferente ao CID exato.
  • A partida segue a ordem da investigação: a hipótese nasce cedo e é revista a cada pista. Quanto menos pistas você usa, mais pontos ganha.
  • Hoje há cinco formas de jogar: Diário, Adrenalina, Arquivo, Continentes e Multimídia. Sequência, ranking e conquistas acompanham o seu ritmo.
  • Os princípios por trás do formato têm estudo próprio: testar a memória com feedback melhora a retenção em estudantes e residentes da saúde, e o feedback rende mais quando traz informação sobre o erro.
  • Para pesquisa, para levar o NEXO à sua faculdade, para revisar casos como médico ou para criar conteúdo, há programas abertos: NEXO Researcher, NEXO Closer, NEXO Curator e NEXO Creators.

Sumário

O que é o NEXO

Estudantes de Medicina, residentes e médicos jogam o NEXO para treinar diagnóstico. Cada caso clínico chega em pistas, uma de cada vez, e a sua tarefa é dizer qual é o diagnóstico. A resposta é dada pela CID-10, a Classificação Internacional de Doenças, e o jogo devolve a distância entre o seu palpite e o diagnóstico do caso. O jogo funciona no site nexo.wiki.br e no app para iPhone e iPad.

Mão segurando um estetoscópio num consultório, com móveis clínicos desfocados ao fundo.
O ponto de partida do jogo: um quadro clínico e a pergunta "o que é isso?". Crédito: Shixart1985, CC BY 2.0 (licença), via Wikimedia Commons (página do arquivo).

Um treino de raciocínio diagnóstico

Diagnosticar é olhar um conjunto de achados e dar a ele um nome, que é uma das tarefas centrais que o professor clínico tenta ensinar (Eva, 2005). A literatura sobre raciocínio clínico descreve dois modos de chegar lá: um analítico, consciente e controlado, e outro não analítico, rápido e automático, de reconhecimento de padrão. A recomendação para quem ensina é treinar os dois, para que o estudante use cada um de forma flexível, conforme o contexto (Eva, 2005).

Uma revisão de 30 anos de pesquisa sobre raciocínio clínico chegou a uma conclusão útil para quem estuda: a perícia está em ter várias representações do conhecimento na memória, dos mecanismos causais aos exemplos já vistos, e o elemento mais importante do aprendizado pode ser a prática deliberada com muitos exemplos, que soma problemas resolvidos ao seu repertório (Norman, 2005). Um caso por dia é uma forma de acrescentar exemplos a esse repertório com regularidade, ao lado das aulas, do livro e do estágio.

Casos curtos com resposta aberta

O formato de caso curto, com resposta diagnóstica aberta, já foi usado como instrumento de pesquisa. Num estudo com 1.738 médicos, residentes e estudantes que resolveram casos simulados numa plataforma online, os médicos formados tiveram acurácia diagnóstica média maior que os estudantes, com diferença de 8,1 pontos, e os autores concluíram que esse tipo de caso pode ser uma medida válida de desempenho diagnóstico (Chatterjee et al., 2019). É um estudo sobre medir, e ele ajuda a entender por que o caso curto com resposta aberta faz sentido como exercício: ele pede o que o atendimento pede, um nome para o quadro.

Poucos minutos por dia

O caso diário cabe em poucos minutos, o que coloca o NEXO perto do que a literatura chama de microaprendizagem: conteúdo em unidades pequenas. Uma revisão de escopo sobre microaprendizagem nas profissões da saúde reuniu 17 estudos, todos com sessões de menos de 15 minutos, e encontrou efeito positivo sobre conhecimento, confiança e retenção (De Gagne et al., 2019). Os mesmos autores listam pontos de atenção, como desconforto pedagógico e desigualdade de acesso à tecnologia, e pedem estudos com desfechos de prática clínica, já que 94% dos estudos mediram a reação dos alunos e nenhum chegou ao nível mais alto de avaliação (De Gagne et al., 2019). Para estudar esse tipo de desfecho com o NEXO, o programa NEXO Researcher recebe propostas de pesquisadores e instituições.

Como é uma partida

A página inicial do NEXO mostra um exemplo de partida que serve bem de guia: paciente de 67 anos, sexo masculino; na segunda pista, dor torácica em aperto há duas horas, irradiando para o braço esquerdo; na terceira, sudorese fria e dispneia. Com essas três pistas na tela, o jogo espera o seu diagnóstico.

Lupa apoiada sobre a página de um livro aberto, ampliando as letras.
Cada pista é um dado novo para examinar de perto antes de decidir. Crédito: Karbyn, CC BY-SA 4.0 (licença), via Wikimedia Commons (página do arquivo).

As pistas

O caso chega em até seis pistas. A primeira vem visível, e as outras se abrem conforme você avança. A área do caso aparece na terceira pista e a faixa da CID aparece na quinta, o que estreita a busca para quem ainda está longe. Você também pode pular para a próxima pista sem dar palpite, quando sente que ainda falta informação para escolher.

O jeito de jogar que mais se parece com a investigação clínica é ter uma hipótese logo na primeira pista e revisá-la a cada dado novo. A pergunta que vale fazer a cada pista é simples: esse achado sobe uma hipótese, derruba outra ou não muda nada? No exemplo da página inicial, a idade e o sexo abrem uma lista larga; a dor em aperto irradiando para o braço esquerdo reordena a lista; a sudorese e a dispneia reforçam a hipótese que já estava no topo. Se você quer um método para não esquecer categorias de causa quando monta essa lista, o post sobre o VINDICATE no diagnóstico diferencial mostra uma forma de organizar.

O palpite e a proximidade na CID-10

Para responder, você busca o diagnóstico pelo nome ou pelo código da CID-10 e envia. Se o palpite for o diagnóstico do caso, a partida termina. Se for outro, a próxima pista se abre e o jogo mostra a distância entre o seu palpite e a resposta, em cinco níveis:

Nível O que significa No exemplo da página inicial
CID exato Você acertou o diagnóstico. I21.0, infarto agudo do miocárdio
Mesma categoria Muito perto do CID correto. Outro código dentro da mesma categoria
Mesmo grupo Boa direção, mas ainda amplo. I25.1, doença arterial coronariana
Mesmo capítulo A área é parecida, mas distante. Outra doença do aparelho circulatório
Capítulo diferente A hipótese está longe da resposta. J18.9, pneumonia não especificada

A ideia por trás da tabela é tratar o erro como informação. Errar para doença arterial coronariana, quando o caso é infarto, diz que você estava no lugar certo da medicina. Errar para pneumonia diz que a sua hipótese saiu do aparelho circulatório. Os dois erros recebem retornos diferentes porque significam coisas diferentes. Dentro do jogo, um mapa dos capítulos da CID-10 acompanha os palpites e mostra onde cada um caiu.

Esse desenho conversa com o que a pesquisa sobre feedback encontrou. Uma meta-análise com 435 estudos e mais de 61 mil participantes calculou um efeito médio do feedback sobre a aprendizagem de d = 0,48, com grande variação entre os estudos, e o principal fator dessa variação foi a quantidade de informação que o feedback traz (Wisniewski et al., 2019). O mesmo trabalho encontrou efeito maior sobre habilidades cognitivas e motoras do que sobre motivação e comportamento (Wisniewski et al., 2019). Um retorno que diz onde o erro caiu traz mais informação do que um simples "errado".

O fim do caso

A partida termina quando você chega ao diagnóstico ou quando as seis pistas acabam. Quanto menos pistas você usou, mais pontos ganha. Na tela de resultado, você vê o diagnóstico, pode abrir a explicação clínica do caso e pode compartilhar quantas pistas usou. O botão do Anki no resultado cria o card direto do NEXO e abre no app do Anki, busca os cards que você já tem e, quando o caso tem imagem, leva a imagem para o card. Se algo no caso parecer errado, um botão no resultado permite relatar o problema na pista, no diagnóstico, na explicação, na mídia ou na tradução.

O momento de escrever o diagnóstico antes de ver a resposta é o mesmo que os estudos sobre aprender testando a memória descrevem. Em experimentos com universitários estudando textos, reler o material rendeu mais num teste feito cinco minutos depois, mas testar a memória rendeu bem mais nos testes feitos dois dias e uma semana depois (Roediger e Karpicke, 2006). Na educação médica, num ensaio randomizado com residentes de pediatria e de emergência, os testes repetidos com feedback deram notas de 39%, contra 26% do estudo repetido, seis meses depois da aula (d = 0,91) (Larsen et al., 2009).

Duas revisões ampliam esse quadro. Na revisão sistemática BEME nº 48, com 19 estudos nas profissões da saúde, 21 de 23 desfechos de retenção e todos os sete desfechos de transferência favoreceram testar a memória em vez de reestudar (Green et al., 2018). Uma meta-análise da pesquisa em educação concluiu que fazer testes de prática beneficia mais a aprendizagem do que reestudar e do que todas as outras condições de comparação (Adesope et al., 2017). O conselho prático é simples: escreva o seu diagnóstico antes de abrir a explicação, mesmo quando estiver em dúvida, e leia a explicação mesmo quando acertar.

Os modos de hoje

O NEXO tem hoje cinco formas de jogar. Todas usam as mesmas regras de pistas e de proximidade na CID-10; o que muda é o tempo, a origem dos casos e o tipo de material clínico.

Mapa-múndi em contorno preto sobre fundo branco, com os continentes sem divisões internas.
O modo Continentes organiza os casos pela epidemiologia de cada região do mundo. Crédito: Speito, CC BY 4.0 (licença), via Wikimedia Commons (página do arquivo).

Diário

O caso diário é o mesmo para todos os jogadores e é renovado à meia-noite. É o modo que conta para a sequência e o que permite comparar o seu resultado com o da turma no dia.

Adrenalina

O Adrenalina é um caso contra o relógio. Antes de jogar, você escolhe a dose: quanto mais alta, menos tempo e maior a recompensa. Há um caso de Adrenalina por dia. É um bom treino para o raciocínio sob pressão de tempo, depois que o caso diário já virou hábito.

Arquivo

O Arquivo é a coleção dos casos diários anteriores. Ele serve para treinar em volume, por exemplo voltar a uma especialidade em que você errou mais na semana. Os limites de uso de cada modo estão na página de economia do NEXO.

Continentes

O modo Continentes reúne casos organizados por epidemiologia regional, em África, Américas, Ásia, Europa e Oceania, com doenças endêmicas e prevalentes de cada região, como hanseníase, histoplasmose, talaromicose, tularemia e escabiose crostosa nos exemplos da página inicial. É o modo para treinar diagnósticos que mudam de probabilidade conforme o lugar em que o paciente vive ou por onde passou.

Multimídia

O modo Multimídia traz casos com imagem, áudio e outros exames: radiografia, tomografia, ressonância, ultrassom, ECG, endoscopia, dermatoscopia, fundoscopia, histopatologia, esfregaço, otoscopia, mamografia, ausculta cardíaca e respiratória, entre outros. Como cada modo é liberado está explicado na página de economia do NEXO.

Traçado de eletrocardiograma de 12 derivações em papel milimetrado rosa, com ritmo sinusal.
ECG de 12 derivações com ritmo sinusal, gerado por simulador de sinal: o tipo de exame que aparece como pista no modo Multimídia. Crédito: Glenlarson, Domínio público (declaração do autor), via Wikimedia Commons (página do arquivo).

Por que alternar modos e especialidades

Alternar tipos de problema durante o estudo, em vez de estudar um tipo por vez, tem nome na psicologia cognitiva: prática intercalada. Uma meta-análise com 59 estudos encontrou efeito moderado da prática intercalada (g = 0,42), maior com material visual, como pinturas (g = 0,67), e sem efeito significativo com textos expositivos (Brunmair e Richter, 2019). O efeito foi maior quando as categorias eram parecidas entre si e o material era mais complexo; com listas de palavras, estudar em blocos funcionou melhor (Brunmair e Richter, 2019). Para quem estuda Medicina, a leitura prática é misturar casos de áreas diferentes quando o objetivo é distinguir quadros parecidos, e manter o estudo em bloco quando o objetivo é aprender um tema novo pela primeira vez.

Os modos lado a lado

Modo Como funciona Onde jogar Bom para
Diário Um caso por dia, o mesmo para todos, renovado à meia-noite Site e app Criar o hábito e comparar com a turma
Adrenalina Um caso por dia contra o relógio, com dose escolhida antes Site e app Raciocinar sob pressão de tempo
Arquivo Coleção dos casos diários anteriores Site e app Treinar em volume e revisar especialidades
Continentes Casos por epidemiologia regional Site e app Diagnósticos que dependem do lugar
Multimídia Casos com imagem, áudio e outros exames Site e app Ler exame e ausculta como pista

Sequência, ranking e conquistas

Os elementos de jogo do NEXO acompanham o seu ritmo de estudo. Eles são a parte visível do jogo, e o que os estudos dizem sobre elementos de jogo em geral ajuda a usá-los a seu favor.

Três medalhas, de ouro, prata e bronze, penduradas em fitas azuis sobre uma superfície de pedra.
Medalhas: o símbolo mais conhecido de conquista em jogo. Crédito: US Air Force, Domínio público (obra do governo dos Estados Unidos), via Wikimedia Commons (página do arquivo).

Sequência

A sequência conta os dias seguidos em que você acerta o caso diário. Acertar soma um dia; errar zera. As proteções cobrem um dia sem jogar ou um caso diário errado, e novas proteções chegam com o tempo. O histórico aparece como um calendário de atividade, e a tela inicial mostra quantas pistas você costuma precisar para chegar ao diagnóstico.

Ranking

O ranking tem três abas: Global, Universidades e Grupo. No ranking por universidade, você escolhe a sua faculdade no perfil, e ela entra na disputa quando alguém de lá, com perfil público, pontua no período. Os grupos são rankings privados para a sua turma, a sua liga ou o seu grupo de estudo, com um código de convite.

Conquistas

As conquistas reconhecem o progresso em diagnóstico, especialidades, sequência e outras partes do jogo, como acertar o Diário e o Adrenalina no mesmo dia ou acertar casos em continentes diferentes. Você pode escolher uma conquista para destacar no seu perfil público.

O que os estudos dizem sobre elementos de jogo

Uma revisão sistemática sobre gamificação nas profissões da saúde incluiu 44 estudos e encontrou que quase todos usavam elementos de avaliação (40 estudos), em geral combinados com desafio ou competição (27 estudos); oito estudos mostraram que essa combinação aumentou o uso do material de estudo, às vezes com melhora no aprendizado (van Gaalen et al., 2021). Os autores sugerem que os elementos que melhoram o comportamento e a atitude diante do estudo são os mais promissores, e pedem estudos com grupos controle mais bem definidos (van Gaalen et al., 2021).

Sobre raciocínio clínico, uma meta-análise de 2026 reuniu 26 estudos, 10 deles na análise quantitativa, e associou a aprendizagem gamificada a melhor raciocínio clínico do que o ensino tradicional (diferença padronizada de 1,11, ajustada para 0,75 após considerar viés de publicação), com certeza da evidência baixa (Lee et al., 2026). Uma revisão sistemática de 30 ensaios randomizados, com 3.634 participantes, concluiu que jogos sérios e gamificação foram pelo menos tão eficazes quanto os controles, e em muitos estudos mais eficazes, para conhecimento, habilidades e satisfação, com qualidade da evidência baixa ou muito baixa (Gentry et al., 2019). A revisão Cochrane sobre jogos educacionais para profissionais de saúde, com busca até janeiro de 2012, incluiu dois ensaios randomizados e pediu pesquisa de alta qualidade sobre desfechos de desempenho e de pacientes (Akl et al., 2013).

O recado das revisões para quem joga é usar a sequência e o ranking como lembrete para voltar ao estudo, e manter o foco no que o caso ensina: a pista em que você mudou de ideia, a explicação clínica e o erro que vale revisar. Se você pesquisa educação médica e quer estudar esses elementos em jogo, o programa NEXO Researcher recebe propostas de estudo.

Como começar no navegador e no iPhone

Começar leva poucos minutos. O caso diário é o mesmo no site e no app, e a sua conta guarda a sequência, os pontos e as conquistas nos dois.

Mesa branca vista de cima, com caderno aberto, lápis, óculos, celular e notebook.
Celular, notebook e caderno: o caso do dia no aparelho, o erro anotado no papel. Crédito: JESHOOTS.COM, CC0 1.0 (licença), via Wikimedia Commons (página do arquivo).

No navegador

Entre em nexo.wiki.br, crie a sua conta e jogue o caso do dia. O jogo completo funciona em telas grandes, com as mesmas regras do app. A tela de modos de jogo dá acesso ao Adrenalina, ao Arquivo, a Continentes e a Multimídia.

No iPhone e no iPad

O app do NEXO está na App Store para iPhone e iPad, com o jogo em português, inglês, espanhol, francês, alemão e russo. No iPad, o jogo ocupa a tela inteira, na vertical e na horizontal. Para jogar, é preciso estar conectado à internet, porque a busca de diagnósticos roda no servidor, sobre o catálogo da CID-10.

Uma rotina possível para a primeira semana

  1. Jogue o caso diário no mesmo horário, por exemplo antes da primeira aula.
  2. Escreva a sua lista de hipóteses na primeira pista, antes de avançar.
  3. A cada pista, reordene a lista e anote em uma linha o que mudou.
  4. Ao terminar, leia a explicação clínica e anote a pista em que você deveria ter mudado de ideia.
  5. Leve o diagnóstico para os seus cartões de revisão; o botão do Anki no resultado cria o card direto do NEXO.
  6. No fim da semana, crie um grupo com a sua turma ou a sua liga e comparem quantas pistas cada um usou.

Esse roteiro junta duas coisas que os estudos sobre aprendizagem apoiam: escrever a resposta antes de ver a correção (Green et al., 2018) e receber um feedback que diga algo sobre o erro (Wisniewski et al., 2019). Se quiser aprofundar o estudo com casos, o post sobre aprendizagem baseada em casos clínicos mostra como estudar casos sozinho e em grupo.

Para quem é e como se aprofundar

O NEXO foi feito para quem gosta do desafio do diagnóstico: estudantes de Medicina do ciclo básico ao internato, residentes e médicos. O que muda de uma fase para outra é o uso.

Do ciclo básico ao internato

No ciclo básico, o caso diário é um primeiro contato com a lógica do diagnóstico: ligar o mecanismo que você estudou ao sinal que aparece na pista. No ciclo clínico, ele vira treino de diagnóstico diferencial, com a lista de hipóteses revista a cada dado. No internato, o Adrenalina e o Multimídia aproximam o jogo do plantão, com tempo curto e exame para interpretar. Para residentes e médicos, Continentes e o Arquivo são um jeito de rever diagnósticos que aparecem pouco na rotina.

Como complemento do estudo

O jogo trabalha a parte individual da investigação diagnóstica. Ele rende mais ao lado do que a faculdade oferece: as aulas e o livro trazem a base, o caso testa se você consegue usá-la, e a preceptoria e as sessões de caso discutem conduta, prioridade e comunicação. A página de metodologia educacional explica os princípios de aprendizagem que orientam o desenho do jogo, e o Acervo mostra as especialidades em que os casos estão organizados.

Os programas do NEXO

Se você quer ir além de jogar, há quatro programas abertos:

  • NEXO Researcher, para pesquisadores e instituições que queiram propor estudos sobre aprendizagem e raciocínio diagnóstico com o NEXO.
  • NEXO Closer, para quem quer levar o NEXO à sua faculdade, liga acadêmica ou residência.
  • NEXO Curator, para médicos que revisam os casos da sua especialidade.
  • NEXO Creators, para estudantes, médicos e criadores de conteúdo de saúde com público nas redes.

Perguntas frequentes

Como o NEXO funciona, em poucas palavras?

Você lê até seis pistas de um caso clínico, busca o diagnóstico na CID-10 e envia o seu palpite. Se acertar, a partida termina; se errar, a próxima pista se abre e você vê a proximidade do palpite em cinco níveis: CID exato, mesma categoria, mesmo grupo, mesmo capítulo ou capítulo diferente. Quanto menos pistas você usar, mais pontos ganha.

Como funciona o acesso aos modos do NEXO?

Você cria a conta e joga o caso do dia. A página de economia do NEXO explica, sempre atualizada, como cada modo é liberado e quais são os limites de uso.

Onde posso jogar o NEXO?

No site nexo.wiki.br, pelo navegador do computador ou do celular, e no app para iPhone e iPad, na App Store.

Como o NEXO pode ajudar no estudo para a faculdade?

O NEXO treina a investigação diagnóstica com um caso por dia: hipótese cedo, revisão a cada pista e retorno pela distância na CID-10. Os princípios por trás desse formato têm estudos próprios, como o efeito de testar a memória com feedback em residentes (Larsen et al., 2009) e nas profissões da saúde em geral (Green et al., 2018). Use o caso como teste do que você leu, leia a explicação clínica e leve o diagnóstico para os seus cartões de revisão. Para pesquisar o efeito do jogo em estudantes, conheça o NEXO Researcher.

Como aproveitar melhor um erro no NEXO?

Comece pela proximidade: um palpite no mesmo grupo pede mais precisão, e um palpite em outro capítulo pede outra linha de raciocínio. Depois, procure a pista em que você deveria ter mudado de ideia e escreva em uma linha o motivo provável do erro: faltou conhecimento, você sabia e não lembrou, ou fechou a hipótese cedo demais. O feedback rende mais quando traz informação sobre o erro (Wisniewski et al., 2019), e voltar ao tema com um novo teste ajuda a reter o que foi corrigido (Larsen et al., 2009). O Arquivo e os seus cartões de revisão são bons lugares para essa volta.

Como levar o NEXO para a minha turma, liga ou residência?

Para começar, crie um grupo no ranking e compartilhe o código de convite com a turma. Para levar o NEXO à faculdade, à liga acadêmica ou à residência como parte do ensino, conheça o programa NEXO Closer.

Quem revisa os casos do NEXO?

Médicos de cada especialidade revisam os casos da sua área pelo programa NEXO Curator, com supervisão do cofundador médico do NEXO, que confere as mudanças propostas antes de elas entrarem no jogo. Se você é médico e quer participar, a página do programa explica como. Se encontrar algo que pareça errado num caso, use o botão de relatar problema na tela de resultado.

Checklist para a sua primeira semana

  1. Crie a sua conta no site ou no app e jogue o caso diário de hoje.
  2. Escreva três hipóteses na primeira pista, antes de avançar.
  3. Reordene a lista a cada pista e anote o que mudou.
  4. Leia a proximidade de cada palpite: capítulo diferente pede outra linha de raciocínio; mesmo grupo pede mais precisão.
  5. Leia a explicação clínica mesmo quando acertar.
  6. Leve o diagnóstico para a revisão, no seu caderno ou nos seus cartões do Anki.
  7. Monte um grupo com a turma ou a liga e compare quantas pistas cada um usou.
  8. Experimente um modo novo no fim da semana: Adrenalina, Continentes ou Multimídia.

Quer ver como funciona na prática? Jogue o caso de hoje no NEXO.

Referências

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